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segunda-feira, 27 setembro, 2021

Milionário colecionador de arte português é preso em investigação de sonegação

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O colecionador de arte Joe Berardo, de Portugal, que já foi um dos homens mais ricos do país e expôs grandes obras de Miró e Mondrian em seu próprio museu, foi detido pela polícia nesta terça-feira (29) devido a uma investigação de lavagem de dinheiro e fraude.

Berardo está na mira das autoridades há anos, sendo suspeito de cometer crimes relacionados a quase um bilhão de euros de empréstimos recebidos de bancos de Portugal. 

A Procuradoria-Geral e a polícia disseram que o milionário de 76 anos e um de seus advogados foram detidos nesta terça-feira como parte de uma investigação de empréstimos concedidos pelo maior banco português, a estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD), a um grupo econômico comandado por Berardo.

Em maio de 2019, Berardo disse a um comitê parlamentar que não tinha dívidas em seu nome e que os empréstimos que pediu foram para empresas às quais é associado.

A polícia disse em um comunicado que o grupo recebeu 439 milhões de euros de empréstimos do CGD de 2006 a 2009. O grupo supostamente “violou contratos (com o CGD) e recorreu à renegociação da dívida e a mecanismos de reestruturação para evitar a amortização”.

A polícia também disse que, no total, Berardo acumulou quase 1 bilhão de euros de dívidas de três bancos portugueses – CGD, Novo Banco e Millennium BCP, que iniciaram um processo conjunto em 2019 na tentativa de recuperar os valores.

G1

Foto: Reprodução/Museu Berardo

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