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sexta-feira, 3 dezembro, 2021

Israel retira obrigatoriedade de uso de máscara em locais públicos fechados; vacinados com 2 doses são mais da metade

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O Ministério da Saúde de Israel anunciou nesta segunda-feira (14) o fim da obrigação de usar máscara em locais públicos fechados, uma das últimas medidas em vigor contra a pandemia de Covid-19. A liberação passa a valer nesta terça.

Considerando o regime de duas doses, estima-se que quase 60% da população israelense esteja completamente imunizada contra a Covid-19. É uma das maiores taxas em todo o mundo. No Brasil, esse percentual está em 11,21% nesta segunda.

Com uma campanha de vacinação bem sucedida aliada a imposições de lockdown nos períodos mais críticos, o governo de Israel pode relaxar as restrições ao longo dos últimos meses.

No começo de junho, praticamente o que restava entre essas medidas era a obrigatoriedade de máscaras em locais fechados. Em abril, os israelenses já não eram mais obrigados a usar o acessório em locais abertos.

Para evitar a proliferação de variantes mais contagiosas do coronavírus, as autoridades israelenses impõem quarentena obrigatória para quem chega de outros países.

Assim, a média móvel de casos de Covid-19 em Israel no sábado — data do último balanço da Universidade Johns Hopkins — estava em apenas 14 novos diagnósticos por dia. É um número visivelmente inferior aos mais de 8 mil novos casos diários no pior momento da pandemia no país, em meados de janeiro.

Além disso, as mortes pela doença no país estão praticamente zeradas, com um registro por dia. Em janeiro, eram mais de 60 óbitos por Covid-19, diariamente.

Israel começou uma campanha maciça de vacinação no fim de dezembro, após um acordo com o laboratório Pfizer, que entregou milhões de doses em troca de dados sobre os efeitos.

Um estudo feito em Israel divulgado nesta segunda (14) analisou 813 sequências genéticas do coronavírus para determinar quais eram as variantes responsáveis pelos casos entre vacinados. Todas as pessoas do estudo haviam sido vacinadas com a vacina da Pfizer. Os resultados mostraram que o imunizante funciona contra o coronavírus SARS-CoV-2, mas que algumas variantes oferecem mais riscos que outras.

Eles constataram que:

  • As pessoas vacinadas que receberam um teste positivo de Covid pelo menos 7 dias após a segunda dose foram desproporcionalmente infectadas com a variante Beta (sul-africana/B.1.351), em comparação com as pessoas não vacinadas infectadas.
  • Aquelas com teste positivo entre 2 semanas após a primeira dose e 6 dias após a segunda dose foram desproporcionalmente infectadas com a variante Alpha (britânica/B.1.1.7).
  • Não havia dados suficientes disponíveis para avaliar o avanço da variante Beta na categoria de pessoas que receberam apenas uma dose.

“Essas descobertas sugerem redução da eficácia da vacina contra ambas as VOCs [variantes de preocupação] dentro das janelas de tempo específicas. Nossos resultados enfatizam a importância de rastrear rigorosamente as variantes virais e de aumentar a vacinação para prevenir a disseminação de VOCs”, dizem os pesquisadores.

Eles notaram, entretanto, que o estudo tem algumas limitações e que há outras possibilidades de interpretação dos dados. Algumas delas foram:

  • Algumas pessoas podem ter sido infectadas antes que a imunidade induzida pelo reforço da vacina fosse totalmente estabelecida. Por isso, é possível que a imunidade reforçada pela segunda dose possa prevenir a infecção pela variante Beta (sul-africana/B.1.351) de forma mais eficaz.
  • No grupo que recebeu a segunda dose, todas as pessoas receberam resultados positivos para a Covid durante os dias 7 a 14 após a segunda dose. Ninguém teve resultado positivo mais de 14 dias após a segunda dose. Esta observação sugere que o avanço da Beta (sul-africana/B.1.351) ocorre principalmente em uma janela de tempo limitada após a vacinação, disseram os cientistas.

G1

Foto: Corinna Kern/Reuters

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