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quarta-feira, 23 junho, 2021

Guillermo Lasso, novo presidente do Equador, toma posse; saiba quem é e quais desafios herdará

O novo presidente do EquadorGuillermo Lassotoma posse nesta segunda-feira (24) em Quito. De centro-direita, o ex-banqueiro se elegeu em abril após derrotar Andrés Arauz, figura próxima ao ex-presidente Rafael Correa, no segundo turno das eleições. O mandato terminará em 2025.

A cerimônia de posse deverá ter a presença do presidente brasileiro Jair BolsonaroSebástian Piñera, do Chile, e Luis Lacalle Pou, do Uruguai, também devem comparecer. O rei da Espanha, Felipe VI, é outro que deve participar.

Lasso se une a Lacalle Pou como os dois representantes da centro-direita que tiveram sucesso eleitoral na América do Sul nos dois últimos anos, quando o continente viu um ressurgimento da esquerda e da centro-esquerda. Alberto Fernández (Argentina), Luis Arce (Bolívia), e o recente plebiscito constitucional no Chile representam essa nova guinada sul-americana. No Peru, Keiko Fujimori, populista de direita; e Pedro Castillo, de esquerda radical, disputam o 2º turno.

O ex-banqueiro havia concorrido à presidência do Equador em 2013 e 2017, quando foi derrotado. Lasso representa a direita tradicional e reúne apoio entre empresários, alguns meios de comunicação e eleitores desencantados com o socialismo do século 21 que Correa proclamava.

Lasso costuma adotar um discurso de austeridade no campo econômico. No entanto, diante da economia parada por causa da pandemia, o ex-banqueiro admite aumentar o salário mínimo e se distanciar da sombra do governo de Jamil Mahuad, de quem foi ministro da Economia num contexto de forte crise econômica, no fim da década de 1990.

Naquela época, o Equador viu a moeda local derreter, e o governo passou a adotar o dólar como o dinheiro oficial do país. A medida, até hoje adotada, divide opiniões dos equatorianos.

No campo social, Lasso se mostra um conservador católico e não pretende abandonar algumas posições como a oposição ao aborto. Porém, ele fez acenos em mais de uma entrevista a minorias sociais: disse que quer acabar com a discriminação contra as pessoas LGBTQ+ do Equador.

Lenín Moreno entrega a Guillermo Lasso um país com dificuldades ainda mais profundas do que encontrou quando se elegeu quatro anos atrás. Os dois últimos foram especialmente difíceis, veja por quê:

  • 2019 — O anúncio do fim de subsídios aos combustíveis foi estopim para uma crise política generalizada que gerou protestos em todo o Equador, sob lideranças indígenas. A repressão foi forte, e houve mortes e toques de recolher.
  • 2020 — A pandemia do coronavírus levou Guayaquil, maior cidade do país, a um caos hospitalar e funerário em abril, com corpos deixados abandonados nas ruas. Moradores flagraram urubus voando sobre as casas no auge da crise.

Assim, Lasso assume o poder com o desafio de acelerar a vacinação contra a Covid-19 no Equador, que ainda caminha muito lentamente. Pouco mais de 2% da população foi vacinada com as duas doses até agora.

Ao mesmo tempo, diante de uma economia destruída pelo vírus, o novo presidente terá como desafio reaquecer o dinamismo econômico. Embora tenha uma linha mais ortodoxa, de cortes no orçamento, ele mesmo já admitiu que poderá adotar estímulos para gerar mais empregos nos próximos anos.

G1
Foto: Luisa Gonzales/Arquivo/Reuters
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