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sexta-feira, 30 julho, 2021

Ditador bielorruso se supera na perseguição a jornalistas

Até para quem ostenta o título de último ditador da Europa, o presidente de BelarusAlexander Lukashenko, se superou. Enviou um caça para interceptar um voo comercial da Ryanair, que sobrevoava o espaço aéreo bielorrusso, sob o pretexto de uma ameaça de bomba, apenas para retirar à força do avião o jornalista Roman Protasevich, crítico do regime.

O pouso de emergência em Minsk, embora o destino final fosse Vilnius, na Lituânia, resultou no sequestro do ex-editor dos canais do Telegram Nexta e Nexta Live, o único retirado à força do voo com 100 passageiros a bordo.

Tachado por Lukashenko de terrorista, por difundir os protestos que eclodiram no país após as eleições fraudulentas de agosto, Protasevich ganhou apoio imediato dos principais líderes europeus, que condenaram a ação do ditador bielorrusso.

A União Europeia deve ampliar as sanções, que já abarcam Lukashenko e 60 funcionários do regime. A Otan abriu investigação sobre o incidente, considerado sério e perigoso pelo secretário-geral Jens Stoltenberg.

Além de autocrata, Lukashenko passou a ser acusado de ato de pirataria e de forjar uma ameaça de bomba para prender um dissidente.

“Foi ato repreensível de terrorismo de Estado”, atestou o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, ao qualificar o desvio de rota de um voo comercial para objetivos políticos.

O jornalista estava exilado e voltava de Atenas, onde cobriu a visita à Grécia da líder opositora Sviatlana Tsikhanouskaya. Ela disputou a eleição com o ditador e foi forçada a fugir para a Lituânia.

G1

Foto: Nikolai Petrov/BelTA/Handout via Reuters e Reuters/Stringer

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