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quarta-feira, 23 junho, 2021

Túmulo mais antigo da África: pesquisadores identificam sepultura de criança de 78 mil anos atrás

túmulo mais antigo da África pode ter cerca de 78 mil anos e ser de uma criança, afirmaram pesquisadores nesta quarta-feira (5). A descoberta, publicada na revista “Nature”, pode ajudar os pesquisadores a compreenderem quando os rituais funerários começaram e no que se aproximam dos costumes atuais.

“Todos esses comportamentos são, é claro, muito semelhantes aos observados em nossa própria espécie hoje, então podemos nos relacionar com esse ato mesmo que as datas de sepultamento sejam de 78 mil anos atrás”, disse Nicole Boivin, arqueóloga e diretora do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, na Alemanha, à Reuters.
A descoberta, feita em uma caverna em Panga ya Saidi, perto da costa do Quênia, aponta para o desenvolvimento do comportamento social do Homo sapiens, denominação científica do homem moderno, por meio de rituais.

Os laços afetivos ficam evidentes pelo modo que foi feito o sepultamento. A criança, apelidada ‘Mtoto’, que significa ‘criança’ em suaíli, tinha entre 2 e 3 anos e foi enterrada em uma cova rasa protegida pela caverna. O corpo foi envolvido por uma pano e a cabeça apoiada em uma espécie de travesseiro.

“A criança foi enterrada em um local residencial, perto de onde vivia esta comunidade, evidenciando como a vida e a morte estão intimamente relacionadas. Só os humanos tratam os mortos com o mesmo respeito, consideração e até ternura com que tratam os vivos. Mesmo quando morremos, continuamos a ser alguém para o nosso grupo”, explicou María Martinón-Torres, diretora do Centro Nacional de Pesquisas em Evolução Humana (CENIEH), da Espanha.

G1

 Foto: Fernando Fueyo/Nature

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