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sexta-feira, 7 maio, 2021

Abraji repudia ataque de Bolsonaro a jornalista da TV Aratu

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A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenou, nesta terça-feira (27), o ataque do presidente Jair Bolsonaro à repórter Driele Veiga, da TV Aratu. Na segunda-feira, ela foi chamada pelo chefe do Executivo de “idiota” após questioná-lo sobre uma foto na qual ele segurava uma placa com os dizeres “CPF cancelado”.

Em nota, a Abraji se solidarizou com a repórter e a equipe da TV Aratu, e afirmou que perguntas incômodas aos ocupantes do poder são parte do trabalho jornalístico. “Fomentar o ódio à imprensa e aos jornalistas como fazem o presidente Bolsonaro, seus filhos e seguidores e muitas outras autoridades públicas é uma ataque frontal aos direitos constitucionais das liberdades de expressão e de imprensa”, diz o texto.

Além da Abraji, outros órgãos se manifestaram contra a postura do presidente, a exemplo do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) e a Associação Baiana de Imprensa (ABI).

Leia a íntegra da nota

Na segunda-feira, 26.abr.2021, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a imprensa durante a inauguração de um trecho de uma rodovia, em Feira de Santana, na Bahia. Ao ser questionado pela repórter Driele Veiga, da TV Aratu, sobre uma foto divulgada pelo Palácio do Planalto, o chefe do Executivo do país a chamou de “idiota”.

Por volta do meio-dia, enquanto fazia a cobertura ao vivo para o programa “Que Venha o Povo”, a jornalista perguntou o que o presidente achava das críticas recebidas por ter exibido uma placa de um CPF “cancelado” – expressão usada por policiais e grupos de extermínio para se referir a execuções.

A imagem mostrava Bolsonaro sorrindo – sem máscara – nos bastidores do programa de TV “A Crítica”, do Amazonas, no dia 23.abr.2021. Opositores consideraram a situação inadequada no momento em que o Brasil registra quase 400 mil mortes por covid-19.

Irritado com a pergunta da repórter baiana, Bolsonaro disparou: “Você não tem o que perguntar, não? Deixa de ser idiota”. Driele Veiga não se intimidou com o xingamento. Durante o programa, continuou fazendo perguntas ao presidente – sobre a CPI da Covid-19 e a possibilidade de enfrentar o ex-presidente Lula nas eleições de 2022. “Em mais de 15 anos de profissão, entrevistei presidentes, governadores e prefeitos de diversos partidos. Sempre fiz perguntas que, no máximo, geraram cara feia. Ele tinha o direito de não responder, mas jamais de me atacar”, disse à Abraji.

A Abraji se solidariza com a repórter e a equipe da TV Aratu. Fazer perguntas incômodas aos ocupantes do poder é parte do trabalho jornalístico, e uma imprensa livre é a guardiã da democracia. Fomentar o ódio à imprensa e aos jornalistas como fazem o presidente Bolsonaro, seus filhos e seguidores e muitas outras autoridades públicas é uma ataque frontal aos direitos constitucionais das liberdades de expressão e de imprensa.

Metro1

Foto: Alan Santos/PR

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