17.2 C
Santo Antônio de Jesus
domingo, 19 setembro, 2021

Após Bolsonaro prometer aos EUA zerar desmatamento ilegal, representante da Casa Branca cobra ‘ações imediatas’

spot_img
spot_img

O enviado especial da Casa Branca para o Clima, John Kerry, disse nesta sexta-feira (16) que o compromisso apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro em eliminar o desmatamento ilegal até 2030 é “importante” e cobrou “ações e comprometimento” ao Brasil.

“Esperamos ações imediatas e comprometimento com as populações indígenas e a sociedade civil para que esse anúncio possa entregar resultados tangíveis”, escreveu Kerry no Twitter.

O pedido de Kerry vai na linha da carta enviada por Bolsonaro ao presidente dos EUA, Joe Biden, em que o brasileiro afirmou que pretende escutar “entidades do terceiro setor”, “indígenas” e “comunidades tradicionais” para combater o desmatamento sem medidas de “comando-e-controle”, mas com “alternativas que reduzam o apelo das atividades ilegais”.

“Para tanto, queremos ouvir as entidades do terceiro setor, indígenas, comunidades tradicionais e todos aqueles que estejam dispostos a contribuir para um debate construtivo e realmente comprometido com a solução de problemas” afirmou Bolsonaro, na carta.

Bolsonaro foi um dos 40 líderes mundiais convidados por Biden para participar de uma reunião sobre clima. A chamada “Cúpula dos Líderes sobre o Clima” será nos dias 22 e 23 de abril e ocorrerá on-line, com transmissão ao vivo.

De acordo com um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o desmatamento na Amazônia em 2020 foi o maior dos últimos dez anos, com um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Segundo dados de Satélite, cerca de 8 mil km² de floresta foram derrubados.

No início do mês, cerca de 200 organizações não governamentais cobraram de Biden que as reuniões sobre meio ambiente com o governo Bolsonaro não ocorressem a portas fechadas e pedia a inclusão da sociedade civil e dos povos locais nas negociações.

A carta apontava que negociações e acordos entre os países que não levem em conta a sociedade civil, os governos subnacionais, a academia e populações locais representam endosso ao que chamam “tragédia humanitária e ao retrocesso ambiental e civilizatório imposto por Bolsonaro”.

O documento também defendia que nenhum acordo deve ser firmado com o governo do presidente Jair Bolsonaro antes que o desmatamento na Amazônia seja reduzido aos níveis determinados pela Política Nacional sobre Mudança do Clima.

G1

Foto: Rafael Aleixo/Setec/Divulgação

spot_img
spot_img

Leia Também

spot_img

Leia Mais

spot_img

Deixe uma resposta